Hypee · 27/10/2026 20:57

Lula 4 espera papel ativo no cenário regional após vitória nas eleições

Lula 4 espera papel ativo no cenário regional após vitória nas eleições

No quarto mandato do presidente Lula (PT), os aliados do Brasil na América Latina parecem exigir uma postura diferente por parte do petista. Lula tem um histórico, vindo desde 2002 quando, ao tomar o poder, teve de enfrentar uma agenda nova: a da integração regional das Américas, a partir de uma relação aprofundada com os Estados Unidos e com as 34 democracias do continente; além da cristalização da ALCA (Área de Livre Comércio das Américas). Mas o governo petista, na época, escolheu a política externa como um lugar para uma pauta ideológica. Com isso, o bloco comercial não foi para frente, o Brasil passou a antagonizar posturas com os americanos e dificultou-se a possibilidade de maior dinamismo das economias do hemisfério.

Estes aspectos parecem ser águas passadas. Agora, a China passa a ser um ator mais do que relevante: é essencial para o Brasil. É o principal mercado para as exportações brasileiras, um grande fornecedor de bens industriais e de insumos ao agro. Já os Estados Unidos querem ser, declaradamente, a potência do hemisfério – por acreditarem que a região faz parte de uma zona de influência e dominação americana.

Ainda há pouca clareza sobre como será conduzida a política externa de um Lula 4. Contudo, o mais interessante foi a reação dos países vizinhos, especialmente sul-americanos, que têm governos de direita e guardavam até mesmo uma expectativa de uma mudança no Brasil. Ao perceberem a vitória do presidente Lula, se apressaram em parabenizar o petista, em estabelecer diálogo e estimular os brasileiros a assumirem um papel mais ativo localmente. Colômbia, Paraguai, Bolívia e Peru – com exceção da Argentina, que ainda está reticente – reconheceram as eleições e felicitaram o petista. Mas, especialmente, quase pediram ao Brasil implicitamente, sutilmente, para que assuma um papel mais propositivo na região. Isso ocorreria por duas razões: uma é a decorrência natural do Brasil ser o maior país, a maior economia regional – logo, o maior influenciador do que se faça regionalmente. A segunda vem pela necessidade de um espécie de contrapeso, um balanceamento, frente a agenda de Donald Trump.

Redação Hypee · Fonte: CNN Brasil — ver matéria original

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