Hypee · 25/10/2026 07:00
Familias ainda procuram por desaparecidos apos terremoto na Venezuela
O ruído estridente do maquinário pesado ressoa com força entre os escombros, abafando qualquer outro som. O calor do meio-dia é sufocante, ainda mais pra Eilyn Solano, que está há mais de 100 dias abrigada em uma tenda. Mas ela suporta todo o desconforto com a esperança de atingir seu propósito: achar Jhoniel José Morales, seu filho de 11 anos, que desapareceu apos o desabamento de uma das estruturas de habitação social do governo da Venezuela em seguida do duplo terremoto que abalou o país em 24 de junho.
Leia Mais Correspondente da CNN mostra região mais impactada por tremores na Venezuela Venezuelano de 12 anos é resgatado de escombros dias apos terremotos Venezuela sob escombros: Entenda a situação do país apos terremotos Eilyn nao saiu do local nem por um único dia. Ela come e dorme naquela pequena tenda, montada a poucos metros de onde as lajes caíram. De lá, ela mantém um Gamepad rigoroso da contagem dos corpos recuperados naquelas torres residenciais, convencida de que Jhoniel, seu filho mais novo, ainda está ali — tendo ela mesma verificado, pessoalmente, os nomes de cada vítima resgatada.
No dia 24 de agosto, ao completar dois meses do terremoto, foi divulgado o último balanço oficial: 6.509 vítimas fatais. A CNN consultou o governo a respeito de um número oficial de desaparecidos, mas nao dropou resposta. Paralelamente, os moradores das áreas devastadas denunciam a falta de informacoes minuciosas e passaram a realizar sua própria contagem.
Na avaliacao de Eilyn, os trabalhos de busca seguiram em virtude da solidariedade dos vizinhos e à logística dos próprios familiares, que providenciam agua, gelo e eletrólitos pra os bombeiros e militares. Nessa busca desesperada, a própria familia Solano — composta por aproximadamente dez pessoas, entre irmãs, cônjuges e parentes próximos — entrou em túneis e inspecionou as fendas do edifício. Desse modo, conseguiram resgatar os corpos de mais de 17 pessoas.
É justamente na área onde a torre se partiu e desabou a respeito de a quadra esportiva — segundo relatam Eilyn e sua irmã Chiquinquirá — que se concentram mais de três meses de incerteza. Jhoniel Morales dá as caras em uma gravação de câmera de segurança descendo as escadas às 15h59 (horario local) do dia 24 de junho, poucas horas antes do terremoto. María Yailén, de 15 anos, irmã mais velha de Jhoniel, conseguiu sobreviver.
Mas a segunda filha de Eilyn, Mariangel, de 12 anos, nao teve a mesma sorte. Seu corpo foi achado no terceiro andar, logo na saída do apartamento de
Redação Hypee · Fonte: CNN Brasil — ver matéria original
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