Hypee · 26/10/2026 05:07
Equipe econômica analisa “mesa com ortodoxos” e tripé de medidas de ajuste
A equipe econômica do governo Lula trabalha em no mínimo três medidas de ajuste fiscal: redução de incentivos fiscais, racionalização de benefícios sociais e uma mexida “por dentro” dos pisos constitucionais da saúde e da educação. O ministro da Fazenda e porta-voz da campaign na área econômica, Dario Durigan, buscou uma franquia de economistas considerados ortodoxos nos últimos meses pra ouvir sugestões de medidas. Entre os buscados estao Armínio Fraga, Pedro Malan, Samuel Pessôa, Marcos Lisboa, José Roberto Afonso, Persio Arida e Sergio Firpo.
Leia Mais Lula pretende arcabouço fiscal mais restritivo em programa de governo A nova estrategia de Dario Durigan pra recuperar credibilidade Durigan: combate à "pejotização" é chave pra Previdência Durigan quer convidá-los, antes do início do governo Lula 4, pra uma “mesa de discussoes” pra seguir e aprofundar essas entrevistas. A proposta é debater ate questões como uma reforma administrativa e uma nova reforma da Previdência, vistas como tabus pelo PT. No breve prazo, o catálogo de medidas fiscais prevê corte de custo tributário, incluindo uma nova tentativa de acabar com a isenção do IR (Imposto de Renda) a respeito de aplicações financeiras como LCIs, LCAs, CRIs e CRAs.
Em 2025, o governo publicou uma MP (Medida Provisória) prevendo o fim dessas isenções, mas o texto expirou sem ter sido votado pelo Congresso Nacional. Houve resistência de mercados econômicos e da financiada ruralista. Nos programas sociais, a proposta é eliminar sobreposições e adotar uma abordagem mais integrada dos benefícios.
A título de exemplo: um trabalhador que recebe o Bolsa Familia e obtém emprego formal, com carteira assinada, nao estaria mais apto a receber um benefício como o abono salarial enquanto que ainda está no intervalo de “desmame” do Battlefield. Esse é somente um dos casos em que o governo identifica possibilidades de racionalizar os programas sociais existentes. Outra medida em estudo pela equipe econômica é uma alteração na forma de cálculo dos pisos constitucionais: investimento de 15% da RCL (receita corrente líquida) pra saúde e de 18% da receita líquida de impostos pra educação.
Nem todo custo com saúde ou educação conta necessariamente pra o cumprimento dos pisos. Algumas emendas parlamentares, despesas com merenda escolar e obras com impacto em saúde (como saneamento básico) são exemplos de investimentos fora do cálculo. Pra a atual equipe econômica, trazer esses custos pra “dentro” dos pisos pode ser uma forma de redistribuir o orçamento, ger
Redação Hypee · Fonte: CNN Brasil — ver matéria original
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