Hypee · 26/10/2026 04:00
Desequilíbrio fiscal, juros e endividamento: desafios econômicos de Lula 4
Reeleito apos uma virada histórica, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá grandes desafios econômicos pra encarar em seu quarto mandato. Entre uma dívida pública trilionária, o setor de trabalho em transformação e o endividamento a niveis recordes, especialistas indicam possiveis caminhos pra viabilizar a sustentabilidade das contas públicas pelos próximos anos. Desequilíbrio Fiscal Foco do setor financeiro, o desequilíbrio fiscal do país está entre os maiores entraves a serem superados pelo governo federal.
Hj, mais de 95% do orçamento está comprometido com despesas obrigatórias. Pra as discricionárias, o espaco é minimo e reflete o nivel atual da rigidez das contas públicas. Pra a consultora econômica e pesquisadora da FGV EESP (Escola de Economia de São Paulo), Tatiana Pinheiro, a indexação dos custos é o principal motor deste ambiente.
Leia Mais Análise: Lula terá desafio de reconquistar confiança do setor Análise: Lula vence nas urnas e precisa reconstruir a confiança na economia Real despenca frente ao dolar apos reeleição de Lula “O governo nao tem muita margem de manobra, nao tem muita atuacao, ele nao pode fazer nada a respeito dessa boa parte das despesas que cresce determinada por uma indexação ja colocada em lei”, declara. Apesar do desafio ser claro, o governo e Congresso continuam aprovando novos custos, que se somam a programas e benefícios ja existentes. “A nossa arrecadação é bastante grande. Você tem um orçamento farto.
A questão é o direcionamento desse orçamento. Uma questão que a gente tem que se indagar é se esse custo realmente visa o bem-estar”, indica Pinheiro. Este aumento dos custos reflete igualmente na aceleração do ritmo da atividade econômica, que tem como efeito colateral o avanço da inflação.
Hj, a inflação em 12 meses ate setembro estoura o teto da meta, a 4,58%. Pra conter a alta dos preços, há outro efeito colateral: o aumento da taxa de juros. “Nós temos um problema grave no Brasil que é a Selic elevadíssima, mas ela tem uma razão de ser. E uma das razões é a fiscal.
Sem resolver o juro, a gente nao vai resolver o crescimento”, esclarece Felipe Salto, economista-boss na Warren. Apesar do ambiente exigente, os economistas declaram que há solução: é preciso confirmar compromissos concretos pra negociar com o Congresso. “Nós vamos ter um evento com a realidade, no dia 1º de janeiro de 2027, que vai requerer um compromisso mais firme. E ter, claro, as condicoes de governabilidade pra isso”, pondera
Redação Hypee · Fonte: CNN Brasil — ver matéria original
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