Hypee · 26/10/2026 13:17
Como as alterações climáticas favorecem doenças infecciosas no Brasil
As alterações climáticas estao mudando a distribuicao de doenças infecciosas no Brasil. Entre 2006 e 2024, o número de microrregiões com niveis epidêmicos de dengue passou de 110 pra 292, segundo estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O aumento das temperaturas e os encontros extremos igualmente preocupam especialistas pelos possiveis efeitos a respeito de outras doenças, como febre do Oropouche, leptospirose, hantavirose e infecções provocadas por fungos.
Com o avanço do mosquito pra o Sul, o Rio Grande do Sul contabilizou praticamente 210 mil infecções garantidas de dengue em 2024. – Captura: martinatobolova/iStock Dengue avança pra regiões mais frias Em 2024, o Rio Grande do Sul registrou praticamente 210 mil casos garantidos de dengue e 281 mortes. Na Bahia, estado com aproximadamente 3 milhoes de habitantes a mais, foram cerca de 163 mil casos e 188 óbitos. O levantamento da Fiocruz identificou que 292 microrregiões, equivalentes a 54% do país, mostraram niveis epidêmicos da doença.
A maior frequencia de anomalias térmicas — temperaturas mt diferentes das habituais — foi o indicador climático que melhor esclareceu o aumento da incidência no longo prazo. Os pesquisadores alertam pra a dificuldade de reverter essa expansao: “O que se observa é que o processo de expansao da área de transmissão da dengue parece ser irreversível. Uma vez introduzidos, o vírus e o vetor, é improvável que se retorne a um ambiente de transmissão zero”.
O infectologista Celso Granato, membro da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial, esclarece que o calor muda o comportamento do Aedes aegypti. Em temperaturas elevadas, os mosquitos gastam mais energia pra voar e necessitam se alimentar com maior frequencia. “Quando está mt calor, eles têm que bater a asinha mais rapidamente pra conseguir voar. Entao, eles gastam mais energia e necessitam picar mais pra se alimentar e acabam transmitindo mais a doença igualmente”, declara.
A febre do Oropouche ampliou-se alem da Amazônia e registrou mais de 12 mil infecções espalhadas por 23 estados e o DF. Captura: aniadiana24/Shutterstock Enchentes e queimadas aumentam os riscos A febre do Oropouche, antes concentrada principalmente na Amazônia, causou mais de 12 mil infecções em 23 estados e no Distrito Federal em 2024. A relação com as alterações climáticas ainda é investigada, mas mudanças nos padrões de temperatura e chuva, combinadas à degradação ambiental, podem ter contribuído pra a expansao.
Encontros extremos igualmente favorecem o
Redação Hypee · Fonte: Olhar Digital — ver matéria original
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