Hypee · 24/10/2026 12:00

A metamorfose do POP e sua pluralidade, por Rodrigo Teaser

A metamorfose do POP e sua pluralidade, por Rodrigo Teaser

(Foto: Divulgacao) O performer Rodrigo Teaser é o 14º convidado da Coluna Pop, um espaco no POPline pra os artistas expressarem suas visões, anseios e perspectivas a respeito de música e setor, e compartilharem narrativas pessoais, em comemoracao aos 20 anos do portal. (Foto: Divulgacao) O POP é talvez a mais plural, intercambiável e mutante das expressões de arte que existem. Nele, a urgência pelo novo é constante. Porém, eu apresento, noite apos noite, um show que revisita o classico e relembra o início da cartilha POP.

Isso me faz perceber que o gênero musical, bem como toda forma de arte, se torna importante quando tem verdade. Michael Jackson concebeu, talvez sem saber, o que seria a cartilha do POP. Nao importa qual artista desse universo contemporâneo se analise hj: alguma coisa em sua carreira será uma releitura ou uma revisão de algo feito por ele.

Faz 17 anos que ele se foi. Nos últimos 14 anos, viajo com um show e acompanho a renovação de seu público, com admiradores que descobrem progressivamente a profundidade de sua obra. Este ano, ultrapassamos a marca de 1,5 milhao de espectadores, visitamos 20 paises e atingimos marcas que numerosos artistas mainstream nao alcançam.

Tudo isso praticamente no anonimato, conquistando feitos que o grande público e os grandes meios de comunicação desconhecem. Existe mt estudo, mt ensaio, mt preparo e muita insistência, mas nada disso seria possivel se nao houvesse como base uma obra tão forte. Forte a ponto de o público se possibilitar vê-la em outros corpos e ouvi-la em outras vozes.

Michael é como um sol, e em torno dele orbitam numerosos planetas e numerosas estrelas. Nenhum projeto de marketing, nenhum storytelling, nenhum investimento em publicidade supera a boa arte ou um bom show. Viver disso é um privilégio, como também é a constatação diária de quanto as dificuldades e as surpresas da estrada podem nos testar.

A vida toda, assisti a documentários a respeito de artistas pop em suas viagens, em seus palcos repletos de tecnologias e elevadores, e pensava: “Será que um dia viverei isso?”. Hj, vivo. E, a cada exibição, vejo o legado de Michael Jackson ganhar vida diante de milhares de pessoas e testemunho o encantamento delas por uma criacao que, em cena, ja tem, em alguns casos, 40 anos.

A tecnologia evoluiu. Hj, temos tudo à nossa disposição, mas a espinha dorsal continua sendo a música, a dança e a forma como tudo isso conecta o público a uma obra que segue imortal. Um dia, talvez brevemente, vou parar.

Vou abandonar de ser quem un

Redação Hypee · Fonte: POPLine — ver matéria original

Você também vai gostar

Ver todas →